História
Situada na vila de Sabrosa, sede do Concelho do mesmo nome, no distrito de Vila Real, a Casa do Barros é um edifício de traça barroca construído na sua maior parte, em meados do séc. XVIII. Da mesma época é também a capela, devotada a S. José, que faz parte integrante do conjunto arquitectónico, o qual se desenvolve sob a forma de um U, cuja base é a fachada principal, virada a nascente, onde sobre a varanda do primeiro andar se ostentam as armas do Teixeira Lobo Correia Taveira.

Sob a referida varanda fica a porta principal do edifício que dá acesso a um átrio. Deste, pode subir-se ao andar superior por uma escada de pedra que se desenvolve sob um arco abatido, apoiado numa colunata de granito. Também pelo átrio e através de um corredor de pedra em abóbada de berço, somos conduzidos ao jardim interior da casa o qual dá acesso aos velhos lagares e à capela na qual se destaca um magnífico retábulo em talha dourada, do séc. XVIII e estatutária sacra da mesma época. No mesmo andar situa-se a biblioteca que se desdobra por dois salões, o primeiro dos quais com lareira e um belíssimo chão em granito.
No piso superior, a escadaria de pedra que lhe dá acesso introduz-nos na zona dos salões: quarto amplas divisões com tectos de maceira em castanho que dão para a frontaria. Dois deles permitem a passagem para o corredor que faz a ligação, a sul, com a zona da sala de jantar, e a Norte com a ala dos quartos, situada sobre os lagares.
Um dos trunfos maiores desta casa, será sem dúvida o espaço exterior que a rodeia, incluindo não só dois jardins onde o visitante poderá usufruir de todo o sossego característico de uma vila do interior, como também uma bonita eira a partir da qual se estende a piscina, tendo como cenário as vinhas que tão célebre tornaram esta região que é Património da Humanidade.
Situada a 12 Km do Rio Douro e a 17 Km de Vila Real, a Casa dos Barros, encontra-se num ponto chave entre o Alto Douro e Trás-os-Montes possibilitando aos seus visitantes acesso rápido às mais diversas actividades, quer de rio quer de montanha, não esquecendo visitas a Mateus e a Vila Real assim como a algumas povoações contendo inúmero património histórico, artístico e arquitectónico.